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Especialistas acreditam que explosões nos gasodutos Nord Stream foram ataques deliberados

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Líderes europeus falam em ato criminoso, Kremlin não descarta ser sabotagem.

O sinal de alerta sobre o que se estava a passar em pleno Mar Báltico partiu das estações sismológicas da Dinamarca e da Suécia, que detetaram fortes explosões subaquáticas.

Björn Lund, sismologista da Universidade de Uppsala, diz que não tem qualquer dúvida que não se tratou de um sismo, mas sim de uma explosão que ocorreu na coluna de água ou perto do fundo.

A primeira-ministra dinamarquesa já classificou o incidente como ações deliberadas levadas a cabo por criminosos desconhecidos. A tese de sabotagem é também apoiada pela Suécia e por vários líderes e especialistas europeus, nomeadamente pela presidente da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen já veio dizer que, a confirmar-se uma ação de sabotagem, haverá uma forte resposta por parte dos 27.

O secretário-geral da NATO considera extremamente importante esclarecer todos os factos. Já a Ucrânia acusa diretamente Moscovo pelo que classifica ser um ataque terrorista contra a União Europeia. Também a Rússia não descarta a possibilidade de se tratar de sabotagem.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados pela gigante russa Gazprom estavam cheios de gás. A operadora da rede já adiantou que é impossível estimar quando será restaurada a capacidade de funcionamento do sistema de rede de gás.

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