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Polícia brasileira prepara operação sem precedente para tomada de posse de Lula da Silva

A Polícia Federal iniciou uma operação para deter os responsáveis pelos atos terroristas do dia da diplomação de Lula da Silva.

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A polícia brasileira intensifica medidas de segurança para a posse do presidente eleito Lula da Silva, que decorre no próximo domingo. Entre as medidas, está a prisão de radicais de extrema-direita.

A três dias da cerimónia de tomada de posse, a Polícia Federal deflagrou uma operação para prender responsáveis pelos atos terroristas realizados no dia 12 de dezembro – dia em que decorreu a diplomação do Presidente eleito Lula da Silva. Durante a noite, um pequeno grupo incendiou carros e autocarros na capital federal e tentou invadir a sede da Polícia Federal.

Na ocasião ninguém foi preso, mas nas últimas 24 horas a polícia foi às ruas da Brasília e em outros sete estados para cumprir 32 mandados contra os suspeitos de terem participado dos atos de vandalismo e os responsáveis pela tentativa frustrada de ataque terrorista na véspera de natal – que colocaram uma bomba acoplada a um caminhão de combustível próximo ao aeroporto de Brasília.

Os presos nesta quarta-feira foram identificados como integrantes do acampamento antidemocrático em frente ao quartel de Brasília, que contestam o resultado das eleições e pedem uma intervenção militar. A desmobilização desses acampamentos é o que mais preocupa. O governador de Brasília, aliado de Bolsonaro, diz que a situação esta sob controle.

Nesta quinta-feira, os responsáveis pelas forças de segurança detalharam o esquema para o próximo domingo: a justiça já proibiu a circulação de armas em Brasília até um dia depois da posse. Apenas agentes de segurança são autorizados a andar com armas.

A Polícia Rodoviária Federal será responsável pela escolta das dezenas de delegações estrangeiras e Chefes de Estado que vão participar na cerimónia. A Força Nacional também atuará na segurança do evento onde são esperadas cerca de 300 mil pessoas.

Trata-se de um esquema de segurança sem precedente para uma cerimónia de tomada posse. No entanto o contexto político assim obriga: a troca de Governo ocorre entre dois grupos que são inimigos políticos. Bolsonaro, que ainda está na Presidência, tem mantido o silêncio – o que é interpretado como incentivo a apoiantes inconformados com o resultado das eleições.

No final desta semana, Bolsonaro deixa o cargo e perde o foro privilegiado, podendo voltar a responder à justiça comum. O ainda Presidente acaba de ser indiciado por ações em seu Governo, como de espalhar falsas notícias ao associar, por exemplo, a vacina da covid-19 ao risco de contrair SIDA.