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Putin apela a maior integração da União Económica Eurasiática

Putin apela a maior integração da União Económica Eurasiática
Sergei Bobylev/AP

Moscovo considera a ligação dos parceiros ao Sistema de Transmissão de Comunicações Financeiras do Banco da Rússia uma "condição indispensável" para assegurar a estabilidade dos pagamentos entre os membros da UEE.

O Presidente russo, Vladimir Putin, apelou esta segunda-feira a uma maior integração da União Económica Eurasiática (UEE) numa mensagem aos líderes da Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguizistão, que, juntamente com a Rússia, integram a organização.

"A União tem todas as hipóteses de se tornar um dos polos independentes, autossuficientes e poderosos do mundo multipolar em formação, para ser um centro de atração para todos os Estados independentes que partilham os nossos valores", sublinhou no seu apelo, publicado no 'site' do Kremlin.

Putin salientou que a partir do momento da sua criação em 2015, o volume do comércio dentro da União aumentou 60%, e que com o exterior aumentou 46%, para 776 mil milhões de dólares.

Putin salientou que uma das "prioridades estratégicas mais importantes do trabalho conjunto deveria ser o desenvolvimento do potencial tecnológico dos países da UEE", à qual a Rússia preside este ano.

“Todas as decisões importantes devem ser tomadas por consenso”

De acordo com o líder russo, uma das tarefas da UEE passa por "reduzir os riscos económicos para o comércio mútuo criados pela utilização de moedas estrangeiras e sistemas de pagamento".

Por conseguinte, acrescentou, Moscovo considera a ligação dos parceiros ao Sistema de Transmissão de Comunicações Financeiras do Banco da Rússia uma "condição indispensável" para assegurar a estabilidade dos pagamentos entre os membros da UEE.

"O cumprimento de todas estas tarefas exigirá a melhoria das instituições supranacionais que criámos, em primeiro lugar a Comissão Económica Eurasiática", disse Putin, pedindo que fossem delegados mais poderes à comissão.

Ao mesmo tempo, salientou que "todas as decisões importantes devem ser tomadas, como antes, por consenso".

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