Guerra Rússia-Ucrânia

"Temos coisas a aprender com eles": responsável pelo grupo Wagner elogia Exército ucraniano

"Temos coisas a aprender com eles": responsável pelo grupo Wagner elogia Exército ucraniano
Sergei Ilnitsky

Líder do grupo de mercenários continua a denunciar regularmente as deficiências do comando do Exército regular russo.

O responsável do grupo de mercenários Wagner, Yevgeny Prigozhin, declarou esta quinta-feira que as suas tropas tinham "coisas a aprender" com o Exército ucraniano, quando ocorre uma feroz batalha para tomar Bakhmut, cidade no leste da Ucrânia.

"O Exército ucraniano está a trabalhar de forma eficiente, coerente. Temos coisas a aprender com eles. Mas, de qualquer forma, as unidades da Wagner estão a avançar, metro a metro", disse Prigozhin num comunicado publicado pelo seu serviço de imprensa.

Prigozhin garantiu que "a localidade de Artiomovsk [nome dado pelas autoridades russas a Bakhmut] será tomada".

Desde o verão passado, as tropas da Wagner e o Exército russo tentam tomar esta cidade na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, com um interesse estratégico questionável, mas que adquiriu grande peso simbólico com a duração dos combates.

Esta quinta-feira, Yevgeny Prigozhin também afirmou que as suas unidades haviam tomado o vilarejo de Klichtchiivka, ao sul de Bakhmut, e que "combates ferozes" ainda estavam a acontecer na localidade.

Prigozhin denuncia as deficiências do comando do Exército regular russo

Na semana passada, Wagner anunciou a captura de Soledar, a nordeste de Bakhmut, apresentada por Moscovo como um passo importante para cercar esta última cidade.

Ao mesmo tempo, Prigozhin continua a denunciar regularmente as deficiências do comando do Exército regular russo, que sofreu grandes reveses durante a sua ofensiva na Ucrânia.

Na quarta-feira, ainda citado pela sua assessoria de imprensa, Prigozhin também havia criticado diretamente o Kremlin, explicando porque o serviço Youtube, da gigante norte-americana Google, não foi encerrado na Rússia.

"A principal razão é que hoje a Administração do Presidente [russo, Vladimir Putin] tem um número enorme de pessoas que só pensam em uma coisa "quanto mais rápido a Rússia perder a guerra, mais rápido os norte-americanos virão para nos reconfigurar"", afirmou.

"Porque quando nos ajoelharmos diante do Tio Sam, este perdoará todos os nossos pecados: o facto de defendermos os interesses russos, o facto de apoiarmos Putin e o facto de simplesmente vivermos nesta terra", ironizou Prigozhin.

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