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Ciclone Chido: Macron leva bens alimentares, medicamentos e médicos a Mayotte

Mayotte é a região mais pobre de França. A maior parte da população vive em habitações precárias. Depois da passagem do ciclone Chido, falta quase tudo. Não há abrigos provisórios para todos os que ficaram sem nada. Não há água potável e falta comida.

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O Presidente de França, Emmanuel Macron, chegou esta quinta-feira a Mayotte, no Índico, atingida pelo ciclone Chido, onde morreram mais de 30 pessoas e 1.400 ficaram feridas. É a região mais pobre de França e onde a maior parte da população vive em habitações precárias que, na sua maioria, ficaram completamente destruídas pelo temporal.

Emmanuel Macron viajou os mais de 8 mil quilómetros que separam Paris de Mayotte, umas da regiões francesas mais remotas e a mais pobre.

O arquipélago, no Oceano Índico, entre Madagascar e a costa de Moçambique, onde vivem pouco mais de 300 mil pessoas, foi devastado pelo ciclone Chido. O Presidente francês quis ir ver os estragos e garantir apoio à população.

Macron levou, no avião, mais de 4 toneladas de bens alimentares, medicamentos e material hospitalar, além de várias equipas de médicos e socorristas.

Um navio da marinha francesa também já chegou ao arquipélago com mantimentos.

Não há água potável e falta comida

Um terço das casas de Mayotte são habitações precárias, barracas que não resistiram à passagem da tempestade.

A imprensa francesa diz que mais de 100 mil edifícios foram literalmente pulverizados pelas rajadas de vento que chegaram aos 220 quilómetros por hora.

Falta quase tudo. Não há abrigos provisórios para todos os que ficaram sem nada. Não há água potável e falta comida.

O temporal fez mais de 30 mortos e 1.400 feridos.

Em algumas zonas ainda decorrem as buscas e as autoridades dizem que o balanço de vítimas deve ser muito superior porque há muitos desaparecidos.

França ativa mecanismo de proteção civil da UE

O Governo decretou o estado de calamidade excecional no arquipélago para poder permitir uma gestão mais rápida e eficaz das medidas de urgência.

França ativou também o mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE).

Emmanuel Macron também já garantiu que Paris vai enviar toda a ajuda possível para a reconstrução.

O pedido feito pela França é de 10 mil tendas e alojamentos de emergência para acolher as famílias afetadas.