O presidente da Rússia, Valdimir Putin, afirmou que o Chefe de Estado norte-americano “faz muito” pela paz. O acordo para o cessar-fogo no Médio Oriente, orquestrado por Donald Trump, foi o motivo invocado pelo líder russo.
Putin manifestou, esta sexta-feira, a ideia de que Trump “faz muito pela paz” no mundo. Referindo-se ao acordo alcançado entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo em Gaza – que já entrou em vigor, depois de ter sido assinado esta quinta-feira por ambas as partes -, o presidente russo deixa elogios. Para Vladimir Putin, caso o plano seja bem-sucessivo, será “um acontecimento histórico”.
As declarações de Putin, citadas pela AFP, surgem no dia do anúncio do vencedor do Prémio Nobel da Paz deste ano. O líder russo ressalvou, contudo, que não lhe cabe a ele decidir se Trump será ou não merecedor do Nobel.
"Não sou eu quem decide se o atual Presidente dos Estados Unidos merece ou não o Prémio Nobel, mas Trump está realmente a fazer muito para resolver crises que duram há décadas", disse Vladimir Putin, numa conferência de imprensa em Duchambé, capital do Tajiquistão.
Putin afirmou ainda que já "houve casos em que o Nobel foi atribuído a pessoas que "nada fizeram pela paz", e que isso terá "prejudicado o prestígio do prémio".
O Prémio Nobel da Paz foi, nesta edição, atribuído à política e ativista venezuelana María Corina Machado, uma das figuras-chave da luta contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
A administração Trump também já veio reagir à decisão, acusando o comité que atribui o Nobel de ter colocado “a política acima da paz". O prémio é cobiçado há vários anos pelo atual líder dos Estados Unidos da América, que afirma que tem acabado com muitas guerras.
A guerra que Putin não deixa Trump pôr no currículo
Ainda que o fim da guerra no Médio Oriente venha a confirmar-se, após o plano de cessar-fogo de Donald Trump, há, contudo, uma outra guerra em que tem procurado intervir e em que tem falhado flagrantemente. Muito por culpa precisamente de Vladimir Putin. Falamos da guerra na Ucrânia.
Os líderes da Rússia e dos Estados Unidos até tiveram uma cimeira, em agosto, no estado-norte-americano do Alasca, para discutir as condições para um eventual plano de paz. Contudo, o encontro terminou sem qualquer compromisso de negociações.
Desde então, Trump já veio confessar-se “desiludido” com Putin e admitiu que o presidente russo pode não estar disposto a alcançar um acordo de paz.
[Notícia atualizada às 15h51]
