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"Justiça": moradores das favelas do Rio de Janeiro voltam a protestar contra operação policial

Do outro lado, a polícia continua a investigação. O arsenal de fuzis apreendido foi avaliado em cerca de um milhão e meio de euros e estima-se que possa ter causado grandes prejuízos ao grupo criminoso Comando Vermelho.

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Moradores das favelas do Rio de Janeiro e ativistas voltaram a protestar, este sábado, contra a megaoperação policial desta semana. Na Argentina, três homens suspeitos de pertencerem ao Comando Vermelho foram detidos quando tentavam entrar de forma ilegal no país. 

As ruas de Vila Cruzeiro encheram-se de pedidos de demissão do governador do estado do Rio de Janeiro. Familiares e amigos lembraram quem partiu e lançaram acusações. 

“Essa polícia mata pobre todo o dia, é hipocrisia", disse um dos presentes. 

Mas os gritos e o choro não se ficam só pelas ruas. Nos funerais das vítimas tudo o que se quer é “justiça”. 

À porta do Instituto de Medicina Legal, familiares esperam para poderem reclamar os corpos e despedir-se de quem perderam. 

Do outro lado, a polícia continua a investigação. O arsenal de fuzis apreendido foi avaliado em cerca de um milhão e meio de euros e estima-se que possa ter causado grandes prejuízos ao grupo criminoso. 

Mais a Sul, as detenções continuam. Três homens que atravessavam a fronteira por uma passagem clandestina terão sido presos pela polícia argentina. 

Suspeita-se que sejam do Rio de Janeiro e que tenham fugido à megaoperação, que matou mais de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha. 

Ainda não se sabe se pertencem ao Comando Vermelho, mas dois deles têm antecedentes criminais por tráfico de droga.