Foram divulgadas, esta quarta-feira, imagens da ilha privada de Jeffrey Epstein, o magnata norte-americano acusado de crimes de exploração sexual de várias mulheres e meninas menores de idade. As novas imagens mostram o interior da residência de luxo pertencente ao criminoso sexual.
A propriedade fica na ilha privada de Little Saint James, nas Ilhas Virgens Americanas, território nas Caraíbas que pertence aos Estados Unidos da América. Terá sido aí que o magnata terá cometido uma série de crimes sexuais.
As imagens – onde é possível ver os quartos da propriedade de Epstein e o exterior da luxuosa residência - são consideradas inéditas e foram partilhadas por membros do Congresso norte-americano pertencentes ao Partido Democrata.
Os democratas declaram que tiveram acesso a estas imagens após um pedido feito aos serviços judiciais das Ilhas Virgens Americanas e adiantam ainda que pretendem divulgar, nos próximos dias, mais documentos, que terão recebido de dois bancos que fizeram negócios com Jeffrey Epstein, nomeadamente o J.P. Morgan e o Deutsche Bank.
"Uma visão perturbadora do mundo de Epstein"
“Estas novas imagens oferecem uma visão perturbadora do mundo de Jeffrey Epstein e da sua ilha”, afirmou, num comunicado citado pela AFP, o democrata Robert Garcia, membro da comissão política que investiga há vários meses o caso Espstein e as possíveis falhas das autoridades no mesmo.
“Publicamos estas fotos e vídeos para garantir a transparência pública na nossa investigação e para ajudar a reconstruir o quadro completo dos crimes horríveis de Epstein”, referiu, deixando ainda um apelo ao presidente Donald Trump para que torne, de imediato, pública toda a documentação referente ao magnata norte-americano.
Trump tem estado sob pressão para a divulgar todos os documentos em sua posse sobre Jeffrey Epstein – sobretudo depois de ele próprio ter sido ligado ao magnata -, na sequência da aprovação pelo Congresso, em meados de novembro, de uma decisão nesse sentido. A administração Trump tem até 19 de dezembro para fazê-lo. No entanto, o presidente tem-se referido ao caso como “uma farsa montada pela oposição democrática”.
Recorde-se que Jeffrey Epstein foi encontrado morto, em 2019, dentro da própria cela, quando estava preso a aguardar o julgamento pelos crimes sexuais. O caso foi tratado como suicídio.

