Na semana passada, uma criança de cinco anos foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) quando regressava da escola, no estado do Minnesota. Liam Conejo Ramos estava com o pai à entrada de casa quando foi abordado por agentes federais, que o levaram juntamente com o progenitor para um centro de detenção no Texas. O caso gerou polémica nos EUA e, desde então, soube‑se que o menino tem apresentado problemas de saúde.
Em declarações ao Huffington Post, a superintendente do agrupamento escolar de Columbia Heights, onde Liam Ramos estuda, afirmou ter falado com a mãe do menor, Erika Ramos.
"Infelizmente, a saúde de Liam não se encontra no seu melhor neste momento. Está doente. Disseram-me que está com febre. Estou, por isso, muito, muito preocupada com o seu bem-estar naquela instituição", afirmou Zena Stenvik, acrescentando que Erika Ramos se sente “incrivelmente perturbada”.
Dias antes, Erika Ramos já tinha dito à Rádio Pública de Minnesota (MPR) que a situação do filho e do marido era “profundamente preocupante” e que a criança estava a ficar doente devido à má qualidade da comida servida no Centro Residencial Familiar do Sul do Texas, onde ambos estão detidos. Referiu ainda que a criança sofre de dores de estômago, tem vómitos, febre e recusa comer.
Manifestantes dispersados com gás lacrimogéneo
Na quarta‑feira, agentes de segurança do Texas dispersaram com gás lacrimogéneo uma manifestação de cerca de 100 pessoas que exigia a libertação da criança de cinco anos e do seu progenitor, junto ao Centro Residencial Familiar do Sul do Texas, segundo a AFP.
Os manifestantes empunhavam cartazes com frases como “O ICE aterroriza e criminaliza as crianças” "Jesus odeia o ICE" e "Acabem com a separação de famílias", em crítica às ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

