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Coreia do Norte: base aérea para teste de mísseis dá lugar a exploração agrícola

Coreia do Norte: base aérea para teste de mísseis dá lugar a exploração agrícola
KCNA

Kim Jong-un inaugurou o projeto, construído com o objetivo de aumentar a oferta de vegetais, no dia do aniversário da fundação do partido único norte-coreano.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, inaugurou um projeto agrícola no leste do país, por ocasião do aniversário do Partido dos Trabalhadores.

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O lançamento do projeto, que visa fornecer alimentos à segunda cidade do país, Hamhung, foi aprovado na reunião plenária do comité central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, em dezembro do ano passado, informou a KCNA, agência de notícias oficial norte-coreana.

A exploração agrícola, com mais de 850 estufas que cobrem cerca de 280 hectares e um elevado grau de automação, foi descrita como "a referência" para a criação de um novo tipo de comunidade agrícola na Coreia do Norte.

Nas últimas semanas, satélites captaram um aumento na atividade de construção em Ryonpho para que o local pudesse ser inaugurado para coincidir com o aniversário da fundação do partido único, celebrado na segunda-feira.

Apesar do nascimento do projeto agrícola no local onde existia uma base militar, Pyongyang mantém os testes de armamento. Nas últimas duas semanas, fez pelo menos sete lançamentos de mísseis balísticos.

A data foi comemorada com outros eventos em diferentes partes da Coreia do Norte, embora não tenha sido organizado qualquer desfile militar.

Na segunda-feira, a KCNA publicou detalhes e imagens da série de lançamentos de mísseis que o regime realizou nas últimas quatro semanas, descritos pela agência como “exercícios nucleares táticos”.

O sétimo lançamento ocorreu no sábado, horas depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem dado por terminado mais um exercício naval na costa leste da península coreana.

Na quinta-feira, a Coreia do Sul informou que 12 aviões norte-coreanos sobrevoaram a região da fronteira comum, levando Seul a acionar 30 aparelhos militares para a mesma zona, como resposta à manobra de Pyongyang.

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