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Cláudia Joaquim e João Nuno Mendes regressam a secretarias de Estado, Miguel Cruz a única estreia

Jose Manuel Ribeiro

Veja aqui o percurso dos três novos secretários de Estado.

Cláudia Joaquim e João Nuno Mendes, que na segunda-feira tomam posse respetivamente como secretários de Estado do Orçamento e das Finanças, já integraram anteriores governos socialistas, sendo a única estreia a de Miguel Cruz no Tesouro.

Natural de Torres Vedras, Cláudia Joaquim foi secretária de Estado da Segurança Social no XXI Governo Constitucional (2015/2019), num ministério liderado por Vieira da Silva e num executivo chefiado por António Costa.

Licenciada pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), pós-graduada em Contabilidade, Finanças Públicas e Gestão Orçamental pelo IDEFE/ISEG, e mestre em Políticas Públicas pelo ISCTE-IUL, Cláudia Joaquim tem desempenhado as funções de vogal da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Entre janeiro de 2014 a outubro de 2015 foi assessora parlamentar dos deputados do PS da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, tendo exercido, entre 2010 e 2012, o cargo de subdiretora geral do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério da Solidariedade e Segurança Social.

Técnica Superior do Instituto da Segurança Social desde 2001, Claudia Joaquim é coautora do texto "O programa de assistência económica e financeira e as pensões", publicado em 2014, no âmbito do Fórum de Políticas Públicas do ISCTE.

Já João Nuno Mendes, o novo secretário de Estado das Finanças, natural de Coimbra, liderava desde maio as negociações da ajuda de Estado ao Grupo TAP.

No seu percurso político, destaca-se o exercício das funções de secretário de Estado do Planeamento entre 1999 e 2002 no XIV Governo da República.

Neste segundo Governo liderado por António Guterres, João Nuno Mendes assumiu responsabilidades no domínio do terceiro quadro comunitário de apoio. Licenciado em gestão pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, onde foi assistente, o novo secretário de Estado das Finanças iniciou a sua atividade profissional na área de auditoria na empresa Arthur Andersen, onde esteve de 1994 a 1996.

Depois, foi assessor económico do gabinete do primeiro-ministro, António Guterres, entre 1996 e 1999.Entre 2002 e 2007 desempenhou funções de administrador com a área financeira em unidades de negócio do Grupo Amorim, designadamente na Amorim Imobiliária e na Amorim Turismo, foi diretor de áreas de desenvolvimento e atividades internacionais da Galp Energia de 2007 a 2016, e desempenhou funções como presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal entre 2016 e 2019.

Miguel Cruz, o novo secretário de Estado do Tesouro, é natural de Lisboa, e é o único membro da equipa de João Leão sem qualquer experiência no exercício de funções governativas.

Doutorado em Economia pela London Business School, licenciado e mestre em gestão pela Universidade Católica Portuguesa, Miguel Cruz foi presidente dos conselhos de Administração da PARPÚBLICA - Participações Públicas SGPS, do Circuito do Estoril SA, e da Sagesecur - Sociedade de Estudos, Desenvolvimento e Participação em Projetos, S.A.

Segundo a nota biográfica divulgada pelo Governo, Miguel Cruz é embaixador em Portugal para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS das Nações Unidas/Global Compact Portugal.

Foi presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação - entre 2014 e 2017, e presidente dos conselhos de Administração da ADI, Centro para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológicos, S.A., para além de vice-presidente da SPGM - Sociedade de Investimento, S.A.

Miguel Cruz é desde 1989 professor convidado em diversas instituições de Ensino Superior, em particular na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade Autónoma de Lisboa, onde é professor auxiliar convidado.