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Incêndios. Videovigilância e drones complementam patrulhamento e rede de postos de vigia

RAFAEL MARCHANTE

Recurso aos drones e à videovigilância visa melhorar as condições de prevenção e deteção de incêndios rurais, nas freguesias identificadas como prioritárias.

A GNR está a realizar operações de vigilância das florestas através de sistema de videovigilância e aeronaves não tripuladas (drones), como meio complementar ao patrulhamento móvel e à rede de postos de vigia, divulgou esta força de segurança.

O recurso aos drones e à videovigilância visa, segundo a GNR, melhorar as condições de prevenção e deteção de incêndios rurais, nas freguesias identificadas como prioritárias.

"No âmbito da coordenação das ações de prevenção relativas à vertente da vigilância e deteção, que compete à GNR, está a ser utilizado um sistema de videovigilância em cerca de 25% do território nacional, cobrindo áreas-sombra dos postos de vigia, bem como um conjunto de drones, como forma de potenciar as atividades de vigilância e deteção de incêndios rurais, em particular nas 1.114 freguesias prioritárias", precisa a GNR.

Esta força de segurança esclarece que os drones e a videovigilãncia constituem um complemento ao patrulhamento móvel e à Rede Nacional de Postos de Vigia (RNPV), a qual viu ativada a Rede Secundária na passada segunda-feira, acrescentando 153 postos aos 77 postos da Rede Primária, ativos desde 7 de maio.

Articulação e a otimização do emprego operacional dos meios disponibilizados

Até ao dia 28 de junho, diz a GNR, foram contabilizados 282 alertas de incêndio pelos Postos de Vigia e 23 pelo sistema de videovigilância.

"Estes meios de vigilância e deteção de incêndios rurais nascentes permitem uma intervenção dos meios de combate de forma mais célere e precisa. Além do alerta às entidades responsáveis pelo combate, a RNPV contribui ainda para a georreferenciação da ocorrência, através do processo de triangulação e da produção de informação complementar útil de apoio à decisão operacional", sublinha a GNR.

A GNR está a desenvolver uma plataforma que estabelece mecanismos de coordenação entre as entidades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) e outros organismos e instituições envolvidas ou a envolver nas operações da vigilância e deteção, designado por Dispositivo Integrado de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais (DIVDIR).

Isto, explica, permite concretizar a articulação e a otimização do emprego operacional dos meios disponibilizados pelos diversos atores.

Desta forma, a GNR disponibiliza informação permanente de apoio à decisão aos Comando Distritais da Proteção Civil, sendo que a coordenação das ações de prevenção operacional é feita através das Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF) da GNR, que funcionam junto de cada um dos 18 Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

"A GNR disponibiliza ainda um serviço de atendimento telefónico SOS ambiente e território - 808 200 520, disponível 24 horas por dia, durante todo o ano, através do qual poderão ser expostas situações e colocadas dúvidas", é ainda dito, em comunicado.

Este ano, até ao dia 28 de junho, foram já recebidas 5.568 denúncias através desta linha, salienta a GNR, reiterando que "a proteção da floresta e de todo o meio ambiente depende de todos".