País

Incêndio em Oleiros faz sete feridos, um deles civil 

Dois estão feridos com gravidade.  

O incêndio que deflagrou no sábado em Oleiros, no distrito de Castelo Branco, fez cinco feridos ligeiros, dois em estado grave e uma vítima mortal, o bombeiro de 21 anos que morreu na sequência do despiste do veículo no qual seguia.

As informações foram avançadas este domingo por Luís Belo Costa, comandante distrital das Operações de Socorro de Castelo Branco, que esclareceu ainda que um dos feridos ligeiros é civil e os restantes são bombeiros, e que 13 pessoas foram assistidas no local.

Diogo Dias, bombeiro de 21 anos, dos Bombeiros de Proença-a-Nova, morreu este sábado, vítima de um acidente de viação durante o combate ao incêndio que deflagrou em Oleiros.

Vento e temperatura dificultam combate às chamas

Mais de 800 bombeiros, apoiados por 264 veículos e 14 meios aéreos, estavam este domingo à tarde a combater o incêndio que deflagrou no dia anterior numa zona de pinhal em Oleiros.

O repórter Miguel Ângelo Marques dá conta que o incêndio voltou a ganhar força ao início da tarde e que há várias frentes ativas.

O combate às chamas está a ser dificultado pela intensidade do vento e a alta temperatura. O fogo está a lavrar em zonas de difícil acesso, o que dificulta também o trabalho dos operacionais.

INCÊNDIO DEFLAGRADO EM OLEIROS. "PODE ENVOLVER MOBILIZAÇÃO DO DISPOSITIVO ATÉ TERÇA OU QUARTA-FEIRA"

O ministro da Administração Interna revelou que incêndio deflagrado em Oleiros, e que alastrou para Proença-a-Nova e Sertã, "pode envolver mobilização do dispositivo até terça ou quarta-feira".

É um "incêndio de grande complexidade" e as condições meteorológicas não estão a ajudar no combate às chamas. Preveem-se temperaturas até aos 43.ºC, ventos fortes e níveis de humidade muito baixos.

Eduardo Cabrita afirmou ainda que estão proibidos todos os trabalhos em espaço rural, exceto os de combate a incêndios e os trabalhados de alimentação dos animais, pelo menos ate às 24 horas de terça-feira.

"Nos últimos dias, grande parte dos incêndios seriam evitáveis".

"PREVENÇÃO DOS INCÊNDIOS SOFREU COM A PANDEMIA"

"A prevenção dos incêndios sofreu com a pandemia", começou por referiu o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçando que apesar das condições difíceis, o combate está a fazer-se com mais meios e ainda não faltou capacidade de resposta.

"Na generalidade dos casos houve uma maior capacidade de resposta".

O Presidente da República admitiu que ainda "estamos no começo de uma época que infelizmente vai até outubro".

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