País

Há hospitais com mais de 14 horas de espera na urgência não covid-19

Cenário de caos em muitas unidades de saúde do país.

É sobretudo na Região de Lisboa e Vale do Tejo que a pressão sobre os hospitais está a fazer-se sentir. Muitas unidades ultrapassaram o número previsto de internados covid-19 e a resposta à pandemia tem ainda consequências nos tempos de espera das urgências. Também a zona centro está pressionada pelo número de internamentos.

À porta do hospital de Torres Vedras acabou por morrer um idoso de 87 anos numa ambulância, que esteve à espera de ser atendido por mais de uma hora.

Um sinal da pressão que os hospitais da área da administração regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo sofrem neste momento.

No hospital de S. Bernardo em Setúbal, os 115 internados estão muito acima do máximo de 88 camas previstas inicialmente. Com consequências nos tempos de atendimento.

O cenário estende-se a muitas unidades de saúde da região Lisboa. No Hospital Amadora Sintra, cuja capacidade expandida para doentes covid é de 150 camas, tem 163 internados. Nos cuidados intensivos apenas uma das 22 camas está disponível.

Em Loures, no Hospital Beatriz Ângelo, de 68 camas previstas tinha esta terça feira 153 internados.

Ambos os hospitais chegaram a ter mais de 14 horas de espera na urgência não covid, segundo o portal do SNS.

Também o Hospital Garcia de Orta em Almada esgotou a resposta à pandemia com 155 doentes internados.

Já na zona Centro, em Coimbra foram abertas mais 28 camas esta terça-feira no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. São agora 278, sendo que a taxa de ocupação era esta quarta feira de 94%. Nos cuidados intensivos estavam 46 doentes.

A ministra da Saúde, através de despacho, informou as unidades de saúde para suspender a assistência não urgente e a atividade cirúrgica normal ou prioritária que não implique risco de vida.

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