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Defesa de Rosa Grilo pede ao Supremo repetição do julgamento

Advogada insiste que não se sabe quem é que fez o quê e com recurso a que artefactos.

A defesa de Rosa Grilo pediu esta quinta-feira ao Supremo Tribunal a repetição do julgamento pela morte do triatleta Luís Grilo. Ouvida por videoconferência, a advogada insiste nas falhas da investigação.

Começa por dizer que há uma dúvida mais que razoável quanto à culpa de Rosa porque até hoje não se sabe quem matou Luís Grilo, e fala em falhas: que não foi permitida à defesa o princípio do contraditório nem de apresentar provas.

Para Tânia Reis, o princípio “In dubio pro reo” deveria ter sido também aplicado a Rosa Grilo como foi a António Joaquim no tribunal da primeira instância. A advogada da mulher da Luís Grilo continua convencida que até hoje não se sabe quem é que fez o quê e com recurso a que artefactos.

Rosa Grilo foi condenada a 25 anos pela morte do marido, o triatleta Luís Grilo. António Joaquim foi ilibado na primeira instância e condenado também à pena máxima pelo Tribunal da Relação. A decisão do Supremo Tribunal será conhecida no próximo dia 25.

O HOMICÍDIO DE LUÍS GRILO: A CRONOLOGIA

A 16 de julho de 2018, Luís Grilo sai de casa a meio da tarde para fazer um treino. Sem notícias do marido, a mulher do triatleta comunica o desaparecimento à GNR.

Dois dias depois, o telemóvel é encontrado, desligado, na berma da estrada em Casais da Marmeleira de Cadafais, em Alenquer, a seis quilómetros de casa. As autoridades levantam então a possibilidade de se tratar de um crime.

A 24 de agosto, o corpo do triatleta é encontrado a 134 quilómetros de casa em avançado estado de decomposição, sem roupa e com um saco de plástico na cabeça. O alerta foi dado por um pastor.

A autópsia confirma que o corpo é de Luís Grilo e que as marcas de violência presentes no cadáver foram provocadas por terceiros.

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