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João Soares recorda amigo de "caráter", "coragem" e "grande lealdade"

O dirigente socialista João Soares lamentou a morte do ex-ministro Jorge Coelho, recordando-o como um amigo e homem de "caráter", "coragem" e "grande lealdade", que estava sempre "do lado das soluções".

Em declarações à TVI24, o dirigente e também ex-ministro socialista João Soares disse ter recebido a notícia "com uma imensa tristeza", lembrando Jorge Coelho como "uma grande figura do Partido Socialista, um homem de coragem, um homem de grande lealdade, um homem de caráter".

"Um homem que cultivava as boas relações com as pessoas, mesmo com os seus adversários políticos. Era um homem que aguentava com o maior dos 'fair-play' as críticas que lhe eram feitas. E era um homem que procurava estar sempre, e deu imensas provas nas circunstâncias às vezes mais difíceis, estar do lado das soluções e não do lado do agravar dos problemas", considerou.

O socialista apontou que Jorge Coelho foi "sempre fiel às suas convicções de esquerda", lembrando que até começou "na extrema-esquerda, começou na UDP (União Democrática Popular)" mas que depois "aderiu por inteira convicção ao projeto político do PS", dando um "contributo absolutamente inesquecível".

"Um homem a quem ficamos todos a dever muitíssimo, eu deixo à sua mulher e à sua filha o testemunho da minha profunda tristeza e o mais sincero sentimento de pesar", aditou João Soares, rematando que esta é "uma imensa tristeza para todos os socialistas".

Jorge Coelho, natural de Mangualde, no distrito de Viseu, morreu hoje, aos 66 anos, disse à Lusa fonte do PS.

A partir de 1992, com António Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de 1995.

Nos governos do PS chefiados por Guterres, foi ministro Adjunto, da Administração Interna, da Presidência e do Equipamento Social.

Quando a Ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro, colapsou na noite de 04 de março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, Jorge Coelho, então ministro do Equipamento, demitiu-se de imediato, afirmando que "a culpa não pode morrer solteira".