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Direita pede demissão de Medina e esquerda considera grave envio de dados para a Rússia

Carlos Moedas continua a defender a demissão do presidente da Câmara de Lisboa e o CDS fala em terrorismo político.

O caso está a gerar críticas da esquerda à direita. A Câmara Municipal de Lisboa enviou de dados de três ativistas para a embaixada russa e isso é para Carlos Moedas, candidado do PSD à autarquia, motivo para a demissão de Fernando Medina, atual presidente da câmara.

"A responsabilidade política é demitir-se. Então, um presidente da câmara deixa que os dados de lisboetas, de pessoas que estão no território nacional, vá para um governo estrangeiro? E não tem responsabilidade política? Como é que estas pessoas hoje vão dormir?", disse esta tarde Moedas, numa conferência de imprensa marcada para falar sobre o caso.

Também esta tarde, o presidente do PSD, Rui Rio, falou aos jornalistas para dizer que o caso é "gravíssimo" e "uma vergonha para Portugal".

Ainda à direita, o CDS fala num "ato de terrorismo político" e André Ventura diz que "não basta Fernando Medina dizer que está tudo bem, que cometeu um erro burocrático". Também a Iniciativa Liberal pede responsabilidades políticas.

À esquerda, o caso também não é desvalorizado. O PCP considera a situação grave, tal como o Bloco de Esquerda. Ainda assim Catarina Martins lembra que "talvez pedir a demissão a poucos meses das eleições seja mais um número de campanha eleitoral do que uma afirmação com consequência".