País

GNR desmente ter sido condicionada na investigação ao acidente com carro de Cabrita

Paulo Cunha

Força de segurança informa que não recebeu quaisquer ordens superiores nesse sentido.

A GNR informou esta quinta-feira que não recebeu ordens superiores para impedir ou condicionar “quaisquer diligências” relacionadas com a investigação ao acidente que envolveu o carro do ministro da Administração Interna.

Em comunicado, a GNR informa ainda que se encontra a desenvolver “todas as diligências inerentes a um processo de investigação de um acidente de viação com vítimas mortais”.

Por ser uma investigação em curso, a força de segurança esclarece não serem possíveis, de momento, esclarecimentos adicionais.

O Correio da Manhã afirmava, esta quinta-feira, que o automóvel estaria a circular a cerca de 200 km/h e que o núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR que se deslocou ao local teria sido condicionado na peritagem ao automóvel, por ordem superior.

DÚVIDAS E CONTRADIÇÕES

A destruição do farolim e o lado esquerdo amolgado são indicadores da forma como o embate terá acontecido, mas as circunstâncias em que ocorreu o acidente continuam envoltas em dúvidas e contradições.

A começar pela velocidade a que circulava o automóvel e o local onde o trabalhador foi colhido. No local estariam três colegas de trabalho da vítima, que testemunharam o acidente, mais os elementos da comitiva do ministro, que se desconhece quantos eram, e o condutor.

No dia a seguir ao acidente, o Ministério divulgou um comunicado dizendo que "não havia qualquer sinalização que alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso".

Informação que a Brisa desmente, garantindo que a sinalização dos trabalhos de limpeza realizados na berma da A6 estava a ser cumprida pela ArquiJardim, conforme os procedimentos de segurança adequados para este tipo de intervenção.