A GNR revela que a zona onde o atleta Marílio Costa Leite foi encontrado já tinha sido batida pelas autoridades, mas continha bastante vegetação. O corpo foi encontrado na noite desta terça-feira.
“Aquela zona já tinha sido batida por militares da GNR, por militares de outras equipas também da busca que andaram no local. Contudo, dada a dificuldade de acesso ao local – era um local com encosta de cerca de cinco metros de altura, com grande vegetação, silvas a cobrir a vegetação – era difícil chegar àquele ponto e àquele local”, disse aos jornalistas o capitão Luís Alves, coordenador da operação da GNR, recusando eventuais falhas por parte das autoridades.
O corpo do atleta que participava na prova de todo-o-terreno Trail Rota das Capelas, em Marco de Canaveses. foi detetado por elementos da organização. As autoridades afastam a hipótese de ter havido crime e acreditam tratar-se de um acidente.
“A recolha de informação que temos do local, terá havido uma queda do atleta num local de difícil acesso, com uma vegetação bastante densa e que não permitiu às equipas que operaram no terreno conseguir chegar ao encontro do atleta”, afirmou ainda o militar.
CORPO "ESTAVA NUM LOCAL QUE NÃO SE JULGAVA POSSÍVEL"
O sargento Josias Alves, da Proteção Civil municipal, avança que o corpo de Marílio Costa Leite estava "50 metros abaixo da estrada que segue para Lardosa".
"O corpo estava num local que não se julgava possível que estivesse", diz, acrescentando que é "bastante longe" do percurso da prova em que o atleta participava.
Na Edição da Noite da SIC Notícias, o responsável adianta que primeiro foi encontrado o dorsal de Marílio Costa Leite e depois, "ao que tudo indica", o corpo terá sido encontrado por voluntários da Proteção Civil.
Questionado sobre as possíveis causas do desaparecimento, o sargento Josias Alves defende:
"Provavelmente, dado o calor, poderá ter entrado em confusão e ter-se-á afastado do trilho para esta localização".
Josias Alves conta ainda que há relatos de que foi visto, antes de desaparecer, "com as pernas feridas, fruto de duas quedas, e com os membros inferiores bastante trémulos".
BUSCAS PELO ATLETA
Esta terça-feira, o perímetro das buscas tinha sido alargado a um raio de três quilómetros
Colegas de equipa, familiares e voluntários juntaram-se aos mais de 60 operacionais da GNR, Proteção Civil e bombeiros que percorreram a zona em que tinha sido visto pela última vez a pé, em veículos todo o terreno e com a ajuda de cães.
Durante a tarde, a organização da prova usou também sensores capazes de detetar o chip que estava no dorsal do atleta. Terá sido através desses sensores que foi possível localizar o corpo de Marílio Costa Leite.
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