Ao longo das últimas décadas registam-se várias fugas de arguidos que são procurados pelos tribunais portugueses, como é o recente caso de João Rendeiro.
Fátima Felgueiras fugiu para o Rio de Janeiro, Brasil, em maio de 2003 depois de saber que o Tribunal da Relação de Guimarães queria prendê-la preventivamente.
Suspeita de corrupção e financiamento ilegal, a então presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, foi de carro até Madrid e acabou por apanhar um voo para o Rio de Janeiro. Por ter dupla nacionalidade, não foi possível a extradição.
O caso de Pedro Caldeira remonta a 1992. Corretor da Bolsa de Lisboa, foi protagonista de um dos maiores escândalos financeiros do país. Em julho de 1992 fugiu para Miami, EUA, deixando para trás uma dívida de 15 milhões de euros a investidores que lhe confiaram fortunas.
Pedro Caldeira acabou por ser detido pelo FBI e extraditado para Portugal oito meses após a fuga. O corretor da Bolsa começou a apgar as dívidas 15 anos depois.
O Padre Frederico fugiu para o Rio de Janeiro em 1998. Acusado de homicídio de um jovem na Madeira, o Padre ainda não voltou para Portugal, pois o mandado de detenção internacional expirou em 2018.
Em caso de fuga, a Justiça pode emitir mandados de detenção e extradição. Contudo, os processos são complexos, mas não são impossíveis de executar.
Atualmente, Portugal tem convenções com a maioria dos países, só não existem estados em que a relação diplomática é mais distante.
