Na sessão desta segunda-feira do julgamento do homicídio de Luís Giovani, que decorre em Bragança, um perito forense, indicado pela defesa, considerou que a acusação não coincide com aquilo que a autópsia revela, considerando haver maior probabilidade de que a lesão que provocou a morte ao jovem cabo-verdiano tenha resultado de uma queda acidental do que de uma agressão.
Depois de um novo interregno de mais de um mês, foi retomado o julgamento do homicídio do estudante cabo-verdiano que morreu na sequência de agressões na noite de Bragança, em dezembro de 2019.
Na sessão desta segunda-feira, foi ouvido um perito forense indicado pela defesa.
Embora a autópsia seja inconclusiva em relação à causa da morte de Luís Giovani, o médico-legista da Faculdade de Medicina de Coimbra descarta a possibilidade do jovem cabo-verdiano ter sofrido as várias agressões relatadas pelos amigos, que o acompanhavam naquela noite, por apresentar apenas uma lesão em toda a superfície corporal.
Esse único traumatismo na cabeça, que provocou a morte ao jovem cabo-verdiano, associado a outras circunstâncias, reúne, na opinião do perito, maior probabilidade de ter resultado de uma queda acidental do que de uma agressão.
O parecer deste especialista vem sustentar a tese da defesa, que alega que a morte de Giovani resultou de uma queda nestas escadas quando fugia dos agressores e não de agressões, como acusa o Ministério Público.
No banco dos réus sentam-se 7 arguidos acusados do homicídio de Luís Giovani, que respondem também por agressões contra os três amigos que acompanham o jovem cabo-verdiano naquela noite.
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