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Militares da GNR suspeitos de torturar imigrantes em Odemira acusados de 33 crimes

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Sete guardas fardados do Posto da GNR de Vila Nova de Milfontes terão torturado imigrantes e filmado.

Há mais um caso de agressões a imigrantes por parte da GNR de Vila Nova de Milfontes. É o segundo processo com guardas deste posto em menos de três anos. Os sete militares estão acusados de um total de 33 crimes.

O processo surgiu depois de um caso inicial, em 2018, de maus tratos a três trabalhadores agrícolas nepaleses por parte de cinco militars da GNR de Vila Nova de Milfontes. Foi a própria GNR a denunciar as agressões, que aconteceram na noite de 30 de setembro para 1 de outubro desse ano.

Durante a investigação, a Polícia Judiciária apreendeu os telemóveis dos militares suspeitos. Nesse processo, o Tribunal da Relação de Évora condenou um dos arguidos a seis anos de prisão e os restantes a penas suspensas.

Neste novo caso, sete guardas fardados do Posto da GNR de Vila Nova de Milfontes, terão torturado imigrantes e filmado. Nos telemóveis apreendidos, a Polícia Judiciária encontrou vídeos que mostram cenas de sequestro, tortura, humilhação, violência e insultos raciais.

As primeiras agressões, segundo o despacho de acusação a que a SIC teve acesso, aconteceram a 12 de setembro de 2018, antes de ocorrerem os factos já julgados no caso inicial.

A acusação revela que as agressões e humilhações eram praticadas sempre com os militares da GNR devidamente fardados, que utilizavam os carros de patrulha e as próprias instalações da GNR de Vila Nova de Milfontes para torturar os imigrantes.

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