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Empresa de Sérgio Figueiredo recebeu 30 mil euros da Câmara de Lisboa em 2020

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Além disso, o salário do consultor será superior ao de Fernando Medina.

A contratação de Sérgio Figueiredo pelo ministro das Finanças veio trazer à superfície novas polémicas. O Ministério divulgou o contrato que dá conta de um vencimento bruto de mais de 5.800 euros mensais. Para além disso, quando o Fernando Medina estava à frente da Câmara de Lisboa, contratou uma empresa criada por Sérgio Figueiredo e pela namorada, Margarida Pinto Correia, para produzir uma campanha de promoção de comércio local.

O trabalho desempenhado pela empresa de Figueiredo, em Lisboa, foi realizado em 13 dias e consistia em reunir vídeos de celebridades a apelarem à compra local, na altura do Natal. Por esta campanha, a empresa recebeu 30 mil euros.

Contactados pela SIC, sobre os contornos deste contrato, nem o gabinete de Fernando Medina, nem o ex-diretor de Informação da TVI quiseram comentar.

À revista Sábado, Sérgio Figueiredo defendeu que se tivesse sido a autarquia a mobilizar e a contratar todas as figuras públicas envolvidas, o custo seria muito maior. Para além disso, sublinhou o trabalho de edição e conceção da campanha.

Segundo a minuta do contrato de Sérgio Figueiredo divulgada pelo Ministério das Finanças, o ex-administrador irá receber 139.990 euros brutos durante dois anos, o que equivale a 5.832 mensais, superiores, portanto, aos 4.767 inicialmente noticiados.

Apesar da lei definir que o salário dos políticos impõe tetos mensais e não anuais, o Ministério das Finanças faz outras contas e sublinha que o novo consultor não tem despesas de representação e vai ainda receber apenas 12 e não 14 meses, pelo que a remuneração anual bruta de qualquer ministro, será sempre superior à do novo consultor das Finanças.

O Ministério das Finanças sublinha que o contributo de consultoria não se sobrepõe, apenas complementa o trabalha que já está a ser feito.

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