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Renúncia de Sérgio Figueiredo: "Este caso é muito grave"

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Bernardo Ferrão defende que decisão do afastamento devia ter sido tomada pelo Ministério das Finanças e considera que António Costa "tem de controlar o seu Governo".

Bernardo Ferrão defende que a maioria absoluta do Partido Socialista (PS) não dá carta branca ao Governo para fazer o que bem entender sem dar justificações e aplaude a decisão de Sérgio Figueiredo em renunciar ao cargo de consultor de Fernando Medina.

"Este caso é muito grave", começou por dizer Bernardo Ferrão em comentário à situação protagonizada por Fernando Medina e por Sérgio Figueiredo, quando o atual ministro das Finanças contratou para seu consultor o ex-diretor de informação da TVI. Declarou ainda que o PS não pode utilizar a sua maioria no Parlamento para se livrar de escrutínio.

António Costa tinha garantido que situações similares não iriam acontecer, mas Bernardo Ferrão acusa o primeiro-ministro de não estar a cumprir o que disse.

"É importante para António Costa, para o Governo, que se perceba que a maioria absoluta não pode permitir tudo", acusou Bernardo Ferrão.

Ainda na sua análise, Bernardo Ferrão deixou claro que o facto de Sérgio Figueiredo ter aceitado o cargo foi um erro e que, após tanta contestação e pressão pública, deveria ter sido o próprio Ministério das Finanças a afastá-lo, em vez de ser o próprio a fazê-lo. Apontou ainda à não exclusividade do contrato de Sérgio Figueiredo e ao conflito de interesses derivado da relação entre Medina e o ex-diretor da TVI como os pontos críticos deste acordo.

Bernardo Ferrão, frisou ainda que Fernando Medina deveria vir a público dar explicações acerca do sucedido, assim como António Costa, que "tem de controlar o seu Governo". Governo esse que "não pode fazer o que quiser sem dar justificações", acrescentou.

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