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Há incubadoras no Santa Maria que não estão a ser utilizadas por falta de enfermeiros

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O hospital esclareceu à SIC que estas incubadoras não serviam para o bebé da grávida que morreu.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros diz que há incubadoras no Hospital Santa Maria que não estão a ser utilizadas por falta de enfermeiros. Informação confirmada pelo hospital, que diz que estas incubadoras não se adequavam ao bebé da grávida que acabou por falecer.

Numa entrevista à SIC Notícias, Ana Rita Cavaco disse que esteve há 15 dias no Santa Maria e testemunhou que o serviço de neonatologia tem vagas encerradas por falta de enfermeiros.

À SIC, o hospital explica que as unidades de cuidados intensivos e intermédios têm no total 16 camas, que na altura estavam ocupadas.

Confirma ainda que existem três camas que não estão a funcionar por falta de enfermeiros, mas que pertencem à Unidade Polivalente, para bebés mais autónomos e, por isso, não estão preparadas para receber um bebé com 31 semanas de gestação.

Razão que obrigou a mãe a ser transferida para outro hospital. Durante o transporte sofreu uma paragem cardiorrespiratória e não sobreviveu.

O guia do transporte do doente clínico determina que o médico que acompanha o paciente tem de ter formação específica.

“O médico que está na transferência tem que ter formação adequada em suporte avançado de vida, neste caso não só da mãe, de um adulto, como também pediátrico para o recém-nascido e com a capacidade de prevenir e prever situações críticas que possam acontecer durante o transporte”, explicou Vítor Almeida, presidente do Colégio de Emergência Médica.

O que se sabe até agora é que a grávida foi acompanhada por um médico e duas enfermeiras. O médico especialista não seguiu na ambulância porque, diz o hospital, a grávida estava estável e também porque fazia falta na equipa do hospital.

O Hospital de Santa Maria não deu à SIC mais detalhes sobre a equipa que acompanhou esta grávida.

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