País

Pensionistas dizem estar a ser enganados e exigem a reposição do poder de compra

Loading...

O ministro das Finanças diz que o pacote de apoios prioriza a devolução de rendimentos.

Os pensionistas consideram que vão receber menos do que os aumentos que estavam previstos na lei e reclamam que seja reposto o poder de compra.

O plano apresentado pelo Governo para mitigar os impactos da inflação, passa por adicionar 50% ao valor da pensão no mês de outubro. Este apoio é pontual. Para além disso, no próximo ano, o Governo propõe uma atualização das pensões em 4,43% a reformas até 886 euros, 4,07% para as pensões entre 886 e 2.659 euros e 3,53% destinada a outras pensões.

Contudo, atenta-se para o facto de que, nos cálculos do Governo, o mecanismo de atualização anual de pensões preveria subidas entre os 7,1% e os 8% no início do próximo ano. De acordo com o primeiro-ministro, esta subida será integralmente compensada no ano de 2023.

Ora, o Governo decidiu transformar metade do aumento das pensões previsto na lei para 2023 no bónus não repetível entregue em outubro.

Assim, os pensionistas denunciam que este plano não está destinado a repor o poder de compra, mas à perda de rendimentos. Isto porque, vão receber menos do que aquilo que a lei já determinava.

“A lei que regula o aumento das pensões prevê um aumento nivelado à inflação e ao aumento do PIB. Em janeiro, o aumento de acordo com a lei seria de 7,1% a 8%", sublinha a Associação de aposentados, pensionistas e reformados. Ora, se a partir de janeiro é de cerca de 4%, "os pensionistas são prejudicados. A partir daí, a base dos aumentos será sempre mais baixa do que aquela que seria se a lei fosse aplicada".

O economista João Duque fala num "exercício de demagogia política".

Últimas Notícias
Mais Vistos