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Nobel da Paz: Marcelo saúda "justo tributo à coragem e à solidariedade"

Nobel da Paz: Marcelo saúda "justo tributo à coragem e à solidariedade"
Andressa Anholete

O Comité Nobel da Noruega entregou, hoje, o Prémio Nobel da Paz em Oslo ao bielorrusso Ales Bialiatski e a duas organizações de direitos humanos.

Presidente da República congratula a atribuição do Nobel da Paz ao bielorrusso Ales Bialiatski, à organização de defesa dos direitos humanos russa Memorial e ao Centro de Liberdades Civis, da Ucrânia, como um "justo tributo à coragem".

A mensagem de saudação do chefe de Estado português foi publicada na página oficial da Presidência da República após o anúncio em Oslo do Comité Nobel Norueguês.

"O reconhecimento da persistente luta pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos, por parte de cidadãos e organizações da sociedade civil, em particular no momento sensível que atravessa a Europa, com a invasão russa da Ucrânia, constitui um justo tributo à coragem e à solidariedade que nos deve inspirar a todos", lê-se numa nota de Marcelo Rebelo de Sousa

O presidente do Comité Nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen disse que os laureados representam a sociedade civil nos três países, afirmando que "há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Têm feito um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder".

"Juntos, demonstram o significado da sociedade civil para a paz e a democracia", acrescentou Reiss-Andersen.

Saber mais sobre os vencedores

Ales Bialiatski, 60 anos, é atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização Viasna (Primavera) em 1996, com o objetivo de ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.

A organização de defesa dos direitos humanos russa Memorial foi criada em 1987, para investigar e registar crimes cometidos pelo regime soviético, mas tem denunciado violações de direitos humanos na Rússia.

O Centro de Liberdades Civis surgiu em Kiev, em 2007, para fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia.

Os vencedores são oriundos de três países em foco devido à guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia a 24 de fevereiro deste ano, com o apoio da Bielorrússia, um país aliado de Moscovo.

Em 2021, o Nobel da Paz foi atribuído aos jornalistas Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitry Muratov, da Rússia, pela defesa da liberdade de imprensa e de expressão.

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