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Casas e contas bancárias da mulher de Manuel Pinho vão continuar arrestadas

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Tribunal da Relação de Lisboa nega recurso de Alexandra Pinho.

A mulher de Manuel Pinho vai continuar com os bens arrestados à ordem do processo EDP. O Tribunal da Relação de Lisboa negou o recurso de Alexandra Pinho para reaver três casas e as contas bancárias.

Uma fica em Campo de Ourique, em Lisboa. Outra na freguesia de Gaio-Rosário, na Moita. A terceira em Santa Eulália, Albufeira. Às 3 casas de Alexandra Pinho juntam-se contas bancárias no Novo Banco e no BPI.

Os bens da mulher do ex-ministro da Economia estavam arrestados desde o dia 25 de janeiro por ordem do juiz Carlos Alexandre.

Agora, a decisão é confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Os juízes rejeitam o recurso da defesa. No acórdão, a que a SIC teve acesso, escrevem que existem, efetivamente, indícios da prática de branqueamento de capitais e de fraude fiscal e que, apesar de Alexandra Pinho ter contas separadas das do marido e ser casada em regime de separação de bens, vivia com Manuel Pinho em economia comum e beneficiou dos montantes recebidos pelo marido.

O ex-ministro é suspeito de ter sido corrompido pelo Grupo Espírito Santo com uma avença mensal de 15 mil euros.

O Ministério Público acredita que o pacto terá sido feito com o conhecimento e apoio da mulher por via de um contrato de 7.500 euros mensais assinado em 2004 por Alexandra Pinho e pelo Banco Espírito Santo.

A mulher do antigo governante foi contratada para fazer a curadoria de uma coleção de fotografia. A investigação apoia-se também no facto de, em caso de morte do marido, ser uma das beneficiárias da Tartaruga Foundation, sociedade offshore no Panamá que terá recebido as alegadas luvas do Grupo Espírito Santo.

Manuel Pinho é arguido há cinco anos por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais.

A investigação tem mais de uma década. Ainda não há acusação.

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