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GNR reage a reportagem sobre comportamentos xenófobos e racistas das forças de segurança

GNR reage a reportagem sobre comportamentos xenófobos e racistas das forças de segurança

A Guarda Nacional Republicana faz um apelo à denuncia e garante que existem procedimentos internos de forma a investir na formação dos seus militares.


A Guarda Nacional Republicana já reagiu à Grande Reportagem SIC, divulgada esta quarta-feira. A GNR faz um apelo à denúncia de casos de discriminação e xenofobia detetados entre os seus elementos e garante que tem desenvolvido diversas ações contra este problema. Em comunicado, esclarece que existem procedimentos internos de forma a investir na formação dos seus militares, nomeadamente através da difusão de um normativo sobre boas práticas no âmbito da prevenção da discriminação.

A GNR explica também que todos os comportamentos que não se enquadrem com os direitos previstos na constituição e que configurem uma violação do dever inerente à condição policial e militar são comunicados às autoridades competentes.

“A GNR tem implementado o Plano de Prevenção de Manifestações de Discriminação nas Forças e Serviços de Segurança (PPMDFSS), e que frequentemente realiza ações e iniciativas, à luz das coordenações mantidas em sede de grupo de trabalho constituído ao abrigo deste Plano, com representantes do MAI, das Forças e Serviços de Segurança, sob coordenação da Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI)”.

Para além do plano referido foram implementadas medidas corretivas a todo o dispositivo, nomeadamente a difusão de um normativo interno sobre boas práticas no âmbito da prevenção da discriminação, o investimento na formação e na qualificação dos militares da GNR nestas matérias nos Cursos de formação, especialização, promoção e no âmbito da formação contínua, a criação da Comissão para a Igualdade de Género e Não Discriminação na Guarda, a nomeação de uma Oficial de Direitos Humanos e as boas práticas incutidas ao nível da comunicação institucional quer interna que externa para as questões de género e discriminação", refere o comunicado.

Na reportagem, da responsabilidade de um consórcio de jornalistas, foram mostrados conteúdos e frases de conteúdo discriminatório, xenófobo e racista publicadas em redes sociais fechadas, atribuídos a elementos da PSP e da GNR, um caso que já levou a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) a anunciar a abertura de um inquérito.

Numa nota emitida ao início da manhã de hoje, a GNR diz que tem em funcionamento o Plano de Prevenção de Manifestações de Discriminação nas Forças e Serviços de Segurança (PPMDFSS) e que, frequentemente, realiza ações e iniciativas, "à luz das coordenações mantidas em sede do grupo de trabalho constituído ao abrigo deste plano" e que tem representantes do MAI, das forças e serviços de segurança, sob coordenação da IGAI.

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O consórcio de jornalistas de investigação divulgou a reportagem de Pedro Coelho, Filipe Teles, Cláudia Marques Santos e Paulo Pena, na SIC, no Setenta e Quatro, no Expresso e no Público, que mostra que as redes sociais são usadas para fazer o que a lei e os regulamentos internos proíbem, com base em mais de três mil publicações de militares da GNR e agentes da PSP, nos últimos anos.

No trabalho são apresentados diversos casos de publicações com teor racista, xenófobo e discriminatório. Segundo a investigação, todos os agentes e militares da PSP e da GNR que escreveram as frases em causa nas redes sociais estão no ativo.

Depois da reportagem, o gabinete do ministro da Administração Interna anunciou que foi determinado à IGAI "a abertura de inquérito, imediato, para apuramento da veracidade dos indícios contidos nas notícias".

A PSP também já anunciou que vai participar às autoridades judiciais os indícios revelados nesta reportagem.