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Greve dos enfermeiros cancela dezenas de cirurgias em Lisboa e no Porto

Greve dos enfermeiros cancela dezenas de cirurgias em Lisboa e no Porto
Profissionais exigem salários iguais aos da função pública.

Os enfermeiros começaram esta quinta-feira uma greve em todo o país e que durará até à próxima semana. Em Lisboa e no Porto, a paralisação tem afetado sobretudo os utentes com cirurgias marcadas.

Foi hoje às 8:00 que arrancou a greve que vai causar constrangimentos em várias unidades de saúde da capital, ao longo dos próximos dias. No Hospital de Santa Maria, o bloco central teve duas salas de cirurgia em funcionamento, à semelhança do que aconteceu em outros centros hospitalares da região.

José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses informa que “os blocos no [Hospital] São José estão nos mínimos” e no D. Estefânia “os blocos estão apenas a fazer os serviços de urgência”.

A paralisação levada a cabo por esta classe profissional incluirá duas datas e foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, de forma a pressionar o Governo a voltar à mesa das negociações.

A contagem dos pontos para progressão de carreira é uma das “exigências vitais”, assim como a valorização dos salários. Movidos por essas causas prometem juntar-se à greve da função pública que está marcada para esta sexta-feira.

Efeitos sentidos no Porto

Esta paralisação tem provocado também grandes constrangimentos nos hospitais do Porto. Várias dezenas de cirurgias foram já canceladas e o bloco de partos do Hospital de Santa António, no centro da cidade, teve de encerrar por falta de enfermeiros.

No São João oito das 12 saladas destinadas a cirurgias programadas não estiveram em funcionamento ao longo desta manhã. Já no bloco operatório a adesão à greve foi de 100% e foram apenas assegurados os serviços mínimos.

O bloco de oftalmologia também viu todos os enfermeiros aderirem à greve, o que levou o encerramento deste serviço. Na totalidade do Hospital de São João a adesão à greve foi de cerca de 62%.

Fora dos hospitais, nos centros de vacinação, foram também sentidos constrangimentos. O centro de vacinação do Porto abriu portas com menos cinco profissionais. Já outros centros da região viram-se obrigados a encerrar devido à falta de enfermeiros.

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