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Hospital de Santa Maria soma outra madrugada caótica nas urgências

Hospital de Santa Maria soma outra madrugada caótica nas urgências
Anadolu Agency

Serviço de Urgência está sob grande pressão.

A madrugada desta segunda-feira voltou a ser caótica no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O serviço de Urgência está sob grande pressão e o hospital explicou, em comunicado, que o aumento registado resulta não só de um maior aumento de procura por parte de utentes "da área de referência do CHULN", mas também “do funcionamento em rede do Serviço Nacional de Saúde”.

O Santa Maria tem estado a apoiar outras unidades na zona de Lisboa e Vale do Tejo que ativaram o desvio de doentes por parte do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), designadamente assegurando a resposta aos doentes da área de Loures.

A maioria dos pacientes apresenta um quadro clínico preocupante, o que faz disparar os tempos de espera. Os doentes urgentes, ou seja, os que têm uma pulseira amarela, chegam mesmo a ter de aguardar mais de 14 horas. Este cenário piora para os utentes menos críticos, os de pulseira verde, que têm de esperar cerca de dezoito horas para serem vistos por um médico.

Durante este fim de semana foram atendidas no Hospital de Santa Maria cerca de 800 pessoas, mais um terço dos doentes da semana passada.

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Chegada do inverno pode piorar ainda mais a situação

Com o inverno à porta e o aumento das infeções respiratórias, os constrangimentos podem agravar-se. O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, disse que a situação é crónica, mas garante que os problemas nas urgências são casos isolados.

Já admitiu, no entanto e como último recurso, recorrer aos privados para aliviar a pressão sobre os hospitais.

O Sindicato Independente dos Médicos critica o Governo por não ter criado condições para haver mais médicos de família no sul do país. Em declarações à SIC, Jorge Roque da Cunha diz que o ministro da Saúde tem de apresentar soluções o mais depressa possível.

O problema está identificado, mas a demora na resolução tem feito com que várias urgências fiquem sobrelotadas.

A solução poderá passar pelo atendimento nos centros de saúde para doenças menos graves e mais coordenação nas regiões mais afetadas.

A direção executiva do SNS começou a trabalhar, no início de novembro, mas só vai estar em plenitude de funções a partir de janeiro.