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"Populismo rasteiro" e "política de suspeição": a resposta do PS ao PSD após declarações sobre Medina

"Populismo rasteiro" e "política de suspeição": a resposta do PS ao PSD após declarações sobre Medina
ANTONIO PEDRO SANTOS/Lusa

Declarações do presidente da bancada do PS, Eurico Brilhante Dias, após Joaquim Miranda Sarmento ter considerado que Fernando Medina não tem autoridade polícia para continuar no cargo de ministro das Finanças.

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O presidente da bancada do PS acusou, esta quinta-feira, o líder parlamentar do PSD de "populismo rasteiro" e de contribuir para alimentar a extrema-direita ao atacar o ministro das Finanças, explorando as investigações na Câmara de Lisboa.

Esta posição foi transmitida por Eurico Brilhante Dias em declarações aos jornalistas no Parlamento, momentos depois de Joaquim Miranda Sarmento ter considerado que o ministro das Finanças, Fernando Medina, "não tem autoridade política" para continuar no executivo.

Declarações do líder parlamentar do PSD e a resposta do PS

Uma declaração que o líder parlamentar do PSD proferiu pouco depois de Fernando Medina ter anunciado que pediu para ser ouvido pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do processo que motivou na terça-feira a realização de buscas na Câmara de Lisboa, embora desconheça "em absoluto" a investigação em curso.

Na resposta, Eurico Brilhante Dias considerou que a intervenção de Joaquim Miranda Sarmento "em nada abona a favor da democracia portuguesa", sobretudo ao procurar passar a ideia de que o assunto relativo ao ministro das Finanças não é uma questão jurídica ou judicial, mas, sim, política.

“Eu acrescentaria, política, mas da política da suspeição. Perante uma circunstância de uma investigação em que não há arguidos, em que há disponibilidade do ministro para prestar esclarecimentos como é devido e perante as declarações do Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] , - ainda hoje disse que numa investigação não só não há arguidos, como não se sabe o desenlace da investigação -, o PSD, que quer um dia voltar a ter responsabilidades políticas, alinha na política da suspeição”.

O presidente da bancada socialista advertiu depois que essa "política da suspeição alimenta o populismo e alimenta a extrema-direita parlamentar, que só quer a degradação do sistema político".

Joaquim Miranda Sarmento "prestou um péssimo serviço à democracia", quando o país "precisa de políticas, designadamente, como o Governo fez dando mais meios à Polícia Judiciária para investigar".

"Mas o país não precisa que políticos responsáveis, que querem defender a democracia, alinhem na primeira oportunidade pelo populismo mais rasteiro, que apenas alimenta um ambiente de degradação, o qual somente aproveita os inimigos da democracia", reforçou.

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