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IL dá início à Convenção Nacional onde irá eleger novo líder do partido

Convenção Nacional da Iniciativa Liberal
Convenção Nacional da Iniciativa Liberal
ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Pela primeira vez na história do partido, há mais do que uma lista a concorrer à liderança da IL.

A VII Convenção Nacional da IL começa este sábado em Lisboa para eleger o sucessor de João Cotrim Figueiredo na liderança, na primeira vez na história do partido em que há disputa interna com mais de uma lista à direção.

Cerca de 2.300 membros -- de um universo de seis mil -- inscreveram-se para esta reunião magna de dois dias que decorre no Centro de Congressos de Lisboa. Serão estes militantes liberais que vão eleger os órgãos nacionais do partido no domingo, entre o quais a comissão executiva e, consequentemente, o novo presidente da IL.

Rui Rocha e Carla Castro, deputados e membros da direção cessante, e o conselheiro nacional José Cardoso encabeçam as três listas que se apresentam à comissão executiva, disputando assim o lugar que João Cotrim Figueiredo decidiu deixar vago, provocando estas eleições antecipadas.

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Na contagem de "espingardas", Rui Rocha conta com o apoio desde o primeiro momento de João Cotrim Figueiredo e de todos os deputados que expressaram publicamente a sua posição, enquanto Carla Castro tem consigo o primeiro presidente dos liberais, Miguel Ferreira da Silva, e o antigo candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves.

Já o antigo líder e deputado Carlos Guimarães Pinto mantém-se, como habitualmente desde que saiu da presidência do partido, longe destas disputas internas e não irá sequer à convenção.

Quem vencer as eleições será o quarto presidente da história do partido que tem com pouco mais de cinco anos.

Com a disputa interna acesa, o processo eleitoral desta convenção, cujas votações serão feitas de forma eletrónica, vai ser validado com a assessoria de uma consultora contratada para o efeito, conforme adiantou à Lusa fonte oficial do partido na quinta-feira.

De acordo com o regimento da convenção, as eleições para os órgãos nacionais "são realizadas por voto direto, pessoal, secreto e decorrem por sistema de votação online", sendo todas as restantes votações públicas.

Segundo o mesmo documento, "é aprovada como Moção de Estratégia Global pela Convenção Nacional, a Moção que obtiver a maioria simples dos votos" e "a lista proponente da Moção de Estratégia Global mais votada é eleita como Comissão Executiva".

Para além da comissão executiva, os membros terão que votar -- de forma eletrónica até porque uma parte participará remotamente -- nas cinco listas ao Conselho Nacional e nas quatro listas que se apresentam quer ao Conselho de Jurisdição quer ao Conselho de Fiscalização.

O palco escolhido foi de novo o Centro de Congressos de Lisboa, mas desta vez num espaço maior do que na última reunião magna.

Este sábado de manhã as atenções estarão voltadas para o discurso de João Cotrim Figueiredo, sendo ainda anunciadas as moções de estratégia global e as respetivas listais à direção, bem como as listas candidatais aos restantes órgãos nacionais.

A proposta de José Cardoso de um regime alternativo para que seja contemplada uma segunda volta nestas eleições internas promete marcar também o arranque dos trabalhos.

Serão ainda debatidas as moções de estratégia global e as setoriais, assim como as habituais intervenções dos membros inscritos.

Para a manhã de domingo estão marcadas as eleições, das quais sairão os órgãos eleitos que tomarão posse, terminando a convenção, como é tradição, com o discurso de quem for eleito para a presidência da comissão executiva.

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