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Ministro atento à "luta dos professores" garante que está "empenhado em ir mais longe"

Ministro atento à "luta dos professores" garante que está "empenhado em ir mais longe"
Inácio Rosa

João Costa refere que "esta semana há reuniões de trabalho com os representantes dos professores" e, para a semana, haverá "muito trabalho negocial".

O ministro da Educação assegurou esta quarta-feira estar a escutar a "luta dos professores" e garantiu que o Governo está "empenhado em ir mais longe" para responder a "desafios antigos e mais recentes" no setor.

Num debate no parlamento com o tema "Defender a Escola Pública, respeitar e valorizar os Professores e Educadores", requerido pelo PCP, João Costa declarou na sua intervenção de abertura que o Governo está a escutar a "luta dos professores e de outros profissionais da educação", reconhecendo "circunstâncias atuais e antigas que dão razão a muitas reivindicações".

"Está tudo bem? Não. Está tudo feito? Não. Os profissionais sentem-se valorizados? Basta ouvi-los e perceber que não. Temos novos desafios? Sim, temos. Os desafios de uma realidade social completamente diferente da que tínhamos há 15 ou 20 anos. Os desafios de um problema crescente de falta de professores", afirmou João Costa.

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No dia em que a Federação Nacional de Educação (FNE) convocou uma nova greve nacional dos professores para 8 de fevereiro, o ministro assegurou que o Governo continua "empenhado em ir mais longe e construir soluções, negociadas e participadas, para responder" aos desafios que se enfrentam no setor.

Retomando várias das propostas que estão atualmente a ser discutidas com os sindicatos, João Costa salientou que é necessário "criar mecanismos regulares de vinculação dos professores".

"Essa foi a proposta que apresentámos na semana passada, tendo já colhido pareceres das organizações sindicais com propostas de melhoria para que uma boa medida não introduza situações de injustiça", referiu.

No mesmo sentido, o ministro defendeu que "o combate à instabilidade é fundamental", razão pela qual o Governo apresentou propostas que visam "reduzir as áreas geográficas para raios de 50 quilómetros" e "dotar plenamente os quadros de escola com professores de quadro".

"Estabilizar as percentagens de progressão na carreiras, superiores às quotas do resto da administração pública, com previsibilidade, é fundamental. Associar à fixação de professores instrumentos de gestão para responder à falta de professores é fundamental. Construir, em conjunto com os professores, um roteiro de desburocratização é fundamental", acrescentou, perante os aplausos da bancada do PS.

O ministro referiu que "esta semana há reuniões de trabalho com os representantes dos professores" e, para a semana, haverá "muito trabalho negocial".

"O Governo tem-se aproximado de várias propostas, porque tem ouvido. Continuamos a trabalhar, porque valorizar não é apenas apontar o que está por fazer. É fazer acontecer e saber que o caminho se faz percorrendo muitas etapas", salientou.

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