Luís Montenegro usou esta terça-feira o exemplo da privatização das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, há 20 anos, para dizer que vale a pena persistir e enfrentar a contestação quando se acredita numa decisão. O primeiro-ministro tem mantido uma agenda pública intensa, apesar de estar já demissionário.
Não é todos os dias que se vê um primeiro-ministro a entrar para o cockpit de um F16. Luís Montenegro foi preciso que o Governo caísse para que o vissem a ocupar o lugar de piloto num caça da força aérea portuguesa.
Se era uma velocidade de cruzeiro para gerir uma legislatura completa que pretendia, na última semana guinou para um ritmo intenso nos últimos dias de um Governo em plenas funções e desde então à frente de um Executivo já em gestão também não tem parado.
É de agenda pública sempre acompanhado de um ou de mais ministros que se trata.
Esta terça-feira, nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico em Alverca, onde os 20 anos da privatização lhe serviram para a atualidade.
"Às vezes de facto vale a pena enfrentar ondas contestatárias, vale a pena arriscar, vale a pena ousar, ir à procurar de cumprir uma convicção", disse.
Luís Montenegro está convicto do caminho a seguir.
"Nesta altura em que alguns sustentam esta ideia de que o Estado deve definir as áreas económicas nas quais o país deve alocar os seus recursos, nós temos uma filosofia diferente. O país é que escolhe as áreas onde é competitivo e depois o Estado está cá para ajudar", acrescentou.
O primeiro-ministro nunca diz quem são os alguns que sustentam o contrário.
Nem que esta altura é a de uma campanha eleitoral em vista, onde os líderes partidários se desdobram em ações de visibilidade.
O primeiro-ministro acelera que em São Bento ainda tem na agenda a assinatura de um acordo de cooperação com o setor social e solidário para os anos de 2025 e 2026.