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Em apenas duas ações de fiscalização PSP sinaliza 16 crianças e 55 adultos a viver em condições precárias

O número de pessoas a viver em condições precárias está a aumentar. O comando metropolitano de Lisboa da PSP dá conta que só em duas ações de fiscalização, em Sintra, sinalizou 16 crianças e 55 adultos em risco de segurança.

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Num antigo colégio, em Massamá, a PSP identificou 38 adultos e 13 crianças a viver em condições precárias, mas ao todo serão mais. Em 50 quartos improvisados de pequenas dimensões, distribuídos pelos três andares desta moradia, viviam cerca de 100 pessoas. 

Sem qualquer contrato, a pagar cerca de 500 euros, o espaço era explorado por alguém que dividia a gestão do aluguer. Um esquema fraudulento que está agora a ser investigado.

“Eu vi um anúncio online a dizer que havia uma casa para arrendar, um quarto e tudo com contrato. Foi por isso que vim cá. Quando pedi ajuda na junta de freguesia para as crianças terem direito a algum tipo de apoio, eles pedem um contrato da luz ou dá água no meu nome. Vi que eles aqui alugam quarto com contrato. Foi por isso que vim cá”, explica uma moradora que paga 500 euros e que ainda não tinha contrato. 

Crianças e adultos partilhavam a mesma cozinha, e casas de banho. 

24 horas depois, também no concelho de Sintra, durante outra ação de fiscalização a uma fração num prédio, considerada não habitacional, dividida em 22 quartos, viviam imigrantes de várias nacionalidades. 

A PSP identificou 17 adultos e 3 crianças a residir no local sem condições 

As autoridades envolvidas recolheram provas para efeitos de investigação criminal, nomeadamente no âmbito de eventuais crimes de auxílio à imigração ilegal, evasão fiscal e arrendamento abusivo, em condições precárias. 

Foi também solicitado apoio social e proteção infantil para acompanhamento das famílias e menores identificados.