O número de utentes sem médico de família continua a aumentar. Foram registados mais 25 mil pessoas sem clínico em apenas um mês. No total, há agora quase 1,7 milhões de pessoas sem este apoio.
Em 2025, o número de utentes sem médico de família tem vindo a aumentar. Em junho e em relação ao mês anterior, mais cerca de 25 mil (24.886). De acordo com o portal do SNS, mais quase 65 mil (64.738) do que no mesmo período do ano passado.
Este ano, foi atingido um novo recorde, com quase 1 milhão e 700 mil utentes (1.669.695) sem médico de família.
É certo que também tem subido o número de inscritos nos centros de saúde, mas a um ritmo mais lento, o que significa que, apesar dos novos residentes agravarem a situação, por si só não são a única explicação para a falta de médicos de família no país.
Já no ano passado o concurso tinha ficado com vagas por preencher. Este ano, das 585 vagas abertas em abril, apenas 231 tiveram interessados.
A região mais afetada é a de Lisboa e Vale do Tejo. Em junho, contabilizava (1.130.229) 68% do total de utentes sem médico de família, seguida da região Centro, Norte, Algarve e Alentejo.
O primeiro-ministro tem prometido diminuir o número de utentes sem médico de família e, desde que tomou posse, há mais 142 mil utentes com clinico. Mas a balança continua desequilibrada, com o aumento dos inscritos e com centenas de especialistas em Medicina Geral e Familiar a aposentarem-se, a optarem pelo privado ou a saírem do país.
