Lisboa é uma das cidades na rota das redes organizadas de carteiristas. De tal forma que a PSP criou há seis anos a Força de Combate aos Carteiristas. Os agentes não andam fardados e percorrem as ruas a pé. Já fizeram mais de 350 detenções.
“Eles quando começam a ser muito vigiados, marcados, alguns até detidos, são aconselhados pelos próprios advogados a retirarem-se das cidades onde estão durante uns tempos.”
Os vídeos mostram a forma como os carteiristas atuam. Deslocam-se sempre em pares ou em grupo. Um dos elementos aproxima-se da vítima, rouba a carteira, que é imediatamente passada para o que vai ao lado.
Os assaltos decorrem em pleno dia quando as ruas estão cheias de turistas. São o alvo preferido dos carteiristas, que procuram preferencialmente dinheiro vivo.
“Conseguimos perceber quem é que são os vigias, quem é que está na linha da frente a tocar nas carteiras. Conseguimos perceber que volta e meia temos cá as chefias a ver se estão a fazer um bom trabalho”.
“São detidos semanalmente, de três em três dias. Toda a gente os conhece. São enviados para cá, vivem cá, mas são meros peões, não mandam. Tudo o que conseguem subtrair é para mandar para casa.”
Só em 2023 a PSP apurou que o furto por carteiristas causou um prejuízo de 2,4 milhões de euros.
