Com a chegada do outono, começa agora mais uma campanha do medronho. No Algarve, as colheitas têm sido cada vez mais pequenas devido à seca, mas ainda há famílias que mantêm a tradição de produzir aguardente deste fruto.
Na aldeia do Pincho, em Lagos, o som do acordeão marca o início de mais uma colheita pela serra. A cena repete-se todos os anos, com mais ou menos pessoas, e costuma juntar pais, filhos, primos e vizinhos.
É um convívio que se mantém, mesmo quando o tempo não ajuda. A seca tem castigado os medronheiros e, este ano, a produção da família Gonçalves caiu para metade do que é habitual.
Depois de colhido, o fruto segue para as barricas e ali se conserva até dezembro. Só depois, já tornado aguardente, é que vai para o caldeirão de cobre, como se faz no Algarve.
O primeiro lote desta apanha só se vai provar no inverno. Até lá, brinda-se à companhia de quem mantém viva a tradição.
