A falta de chuva dos últimos meses no nordeste transmontano prejudicou o crescimento das espécies de castanha mais precoce, que apresentam um calibre abaixo do normal. Mas a anunciada chuva para esta semana pode ainda melhorar a produção das espécies mais tardias.
A apanha manual ainda é um processo em uso em Trás-os-Montes, sobretudo quando a quantidade ainda é pouca como acontece nesta altura.
Apesar de o fruto estar saudável, o tamanho da castanha está abaixo do normal. Para isso contribuiu a falta de chuva dos últimos meses e as temperaturas altas que se têm feito sentir neste mês de outubro.
Os castanheiros não estão a conseguir adaptar-se às mudanças do clima - todos os anos morrem árvores centenárias - e os produtores apelam ao apoio dos municípios.
E a acentuar a quebra do rendimento, todos os anos durante a campanha há sempre furtos de castanha que resultam em mais prejuízo, o que motiva a GNR a fazer todos os anos uma operação a que chama Castanha Segura, com patrulhamento nos campos.
O produto colhido por estes agricultores é essencialmente absorvido pela exportação e é em Trás-os-Montes que se produz 85% da castanha nacional, ou seja, mais de 28 mil toneladas por ano.
No ranking dos países produtores de castanha da Europa, Portugal ocupa o quarto lugar com um valor de exportações na ordem dos 30 milhões de euros por ano. Grande parte da produção destina-se a mercados como o Brasil, França e Itália.
Embora haja quantidade nas árvores, ainda é cedo para prever a produção deste ano. A chuva prevista para esta semana pode dar uma ajuda no aumento do calibre das espécies mais tardias.