Para Miguel Albuquerque, o país perdeu esta terça-feira um homem com um “grande sentido patriótico e sentido cívico, ou seja a assunção de responsabilidades enquanto cidadão perante a comunidade". Francisco Pinto Balsemão morreu esta terça-feira, 21 de outubro, aos 88 anos.
Questionado pelos jornalistas, à saída da reunião do Conselho Nacional do PSD, o presidente do Governo Regional da Madeira destacou “a componente política importantíssima” que Francisco Pinto Balsemão teve “num tempo muito difícil em que ele assumiu as suas responsabilidades como primeiro-ministro e cumpriu”.
Além disso, prosseguiu, “teve outra responsabilidade muito importante, na implantação da democracia enquanto líder de um grupo de comunicação social que se afirmou durante decénios como um baluarte da comunicação livre em Portugal, era um homem democrata que lutava pela liberdade”.
E é, para Miguel Albuquerque, este o grande legado que Balsemão deixa, “de liberdade e civismo, era um homem com grande sentido patriótico e sentido cívico”.
Sobre a última conversa que tiveram, o líder do PSD/Madeira partilhou que falaram “sobre tudo, sobre política como é normal”, mas também, durante um almoço antes de um Conselho de Estado, sobre os “efeitos da Inteligência Artificial (IA), e como vai moldar o nosso futuro coletivo e individual”.
“Ele [Francisco Pinto Balsemão] era um homem que estava sempre na vanguarda”
Miguel Albuquerque lembrou ainda, nestas declarações aos jornalistas, que as “várias vezes" que tocaram juntos: "eu piano, ele bateria”.