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"A morte do meu grande amigo Francisco Pinto Balsemão é uma perda irreparável para o nosso país"

O economista e antigo ministro, Luís Mira Amaral, descreve o "grande amigo" Francisco Pinto Balsemão como "uma referência indelével da política, da comunicação social e da luta pela democracia do nosso país".

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“Foi para mim uma notícia muito triste, a morte do meu amigo Francisco Pinto Balsemão”, esta terça-feira, 21 de outubro, aos 88 anos. A frase é de Luís Mira Amaral, economista e antigo ministro, que na antena da SIC Notícias recordou esta noite o legado do “grande amigo”.

“Francisco Pinto Balsemão é uma referência indelével da política, da comunicação social e da luta pela democracia do nosso país”

E as memórias dessa referência são várias. Desde logo, “lembro-me dele como jovem engenheiro quando deputado da ala liberal no antigo regime em que se bateu pelo democratização do regime e pela instauração em Portugal de uma democracia liberal”.

Mas também prosseguiu, “quando [Balsemão] estava em Nampula, no quartel-general das tropas portuguesas a fazer o serviço militar em 1963 quando lançou o Expresso, do qual passei a ser assinante desde a primeira hora”.

“Depois conheci-o pessoalmente quando ele estava à frente do Instituto Sá Carneiro e que me convidou para colaborar com o instituto e foi aí que ficámos amigos” mas também, completou, a “revisão constitucional em que foi um dos artífices”.

“É uma das grandes referências da democracia portuguesa. É o homem que para mim protagoniza uma comunicação social livre e independente, e que fez sempre o favor de ser o meu grande amigo. É uma perda irreparável para o nosso país a morte do meu grande amigo Francisco Pinto Balsemão”.