País

Governo recua na lei laboral: há mudanças nos despedimentos e na dispensa para amamentação

A proposta foi enviada à UGT. Ainda assim, a central sindical considera que sabe a “pouco” e mantém a intenção de participar na greve geral convocada para 11 de dezembro.

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O Governo recuou nalgumas das medidas da proposta de alteração à lei laboral, entre elas a simplificação dos despedimentos e as normas da parentalidade. A notícia é avançada pelo Público, que teve acesso ao documento entregue pelo Executivo à UGT.

Segundo o jornal, o Governo deixa cair a simplificação dos despedimentos nas médias empresas. Propõe também repor os três dias de férias ligados à assiduidade, que tinham sido eliminados na altura da troika. E elimina os dois dias adicionais que poderiam ser “comprados” pelos trabalhadores. São ainda repostos os 40 dias de formação anual para todos os trabalhadores.

O Executivo não abdica, contudo, do limite dos dois anos para a dispensa para amamentação. Ainda assim, nesta proposta, o atestado médico surge como necessário a partir do primeiro ano de vida da criança.

Na nova proposta, mantém-se o banco de horas individual e a possibilidade de as empresas recorrerem a outsourcing após um despedimento coletivo.

Apesar dos recuos do Governo, a UGT considera que ainda não é suficiente para desconvocar a greve geral de trabalhadores que está marcada para 11 de dezembro.

Ministra do Trabalho diz que prioriza debate em Concertação Social

A ministra do Trabalho assegurou, esta sexta-feira, que negoceia com todos os parceiros sociais as alterações à legislação laboral, mas reiterou que prioriza o debate em Concertação Social.

"A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social negoceia desde o início de setembro com os parceiros sociais, e nomeadamente a UGT, o anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, Trabalho XXI", adiantou o gabinete de Rosário Palma Ramalho, numa declaração escrita.

"Ao longo de todo o processo negocial, sempre se pautou por debater em primeira linha no seio da Concertação Social as medidas propostas", acrescentou, referindo que "não confirma nem desmente nenhuma das alterações à proposta inicial avançadas por vários órgãos de Informação nas últimas horas".

Com Lusa