Dez militares da GNR e um agente da PSP integram o grupo de 17 pessoas detidas por trazerem, ilegalmente, estrangeiros para os escravizar no trabalho agrícola na zona de Beja.
Os agentes da autoridade seriam uma espécie de capatazes, que controlariam os imigrantes sob forte tensão e ameaças.
De acordo com o Ministério Público, os suspeitos obrigavam as vítimas a trabalhar muitas horas, abaixo do valor de mercado, sem contrato, e davam-lhes a entender que os abusos não poderiam ser denunciados, aproveitando-se da situação de fragilidade.
Em comunicado, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) explica ainda que os factos investigados são suscetíveis de integrarem, em abstrato, a prática do crime de auxílio à imigração ilegal, o crime de tráfico de pessoas, os crimes de corrupção ativa e passiva e o crime de abuso de poder.
Dos 17 detidos, dez são militares da GNR, um é agente da PSP e seis são civis, que controlariam as empresas de trabalho temporário.