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UGT espera nova postura do Governo na reunião sobre pacote laboral

Depois da greve geral que levou milhares até ao Parlamento contra a proposta de alteração à lei laboral, a ministra do Trabalho chamou a UGT para uma reunião na próxima terça-feira. A CGTP não foi convocada.

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A UGT espera uma nova postura do Governo na reunião sobre o pacote laboral marcada para terça-feira. A central sindical quer que o Executivo esteja disposto a deixar cair as traves-mestras do documento. Já os partidos como o Chega diz que se nada mudar vota contra. O PS apela ao Executivo para ouvir os trabalhadores e para ser mais humilde.

Depois da greve geral que levou milhares até ao Parlamento contra a proposta de alteração à lei laboral, a ministra do Trabalho chamou a UGT para uma reunião na próxima terça-feira. A CGTP não foi convocada.

Ao jornal Público, o secretário-geral adjunto da central sindical espera uma nova fase de negociação sem linhas vermelhas e que todas as matérias possam ser alteradas. Quer também encetar um período negocial sem traves mestras imutáveis.

A relação entre os sindicatos e a ministra Maria do Rosário Ramalho tem vindo a deteriorar-se. Chegaram a acusar a titular da pasta de não saber negociar e de querer impor o pacote laboral.

A situação fez com que as negociações subissem a São Bento para um diálogo direto com o primeiro-ministro. Agora, partem para uma nova ronda de negociações depois de uma guerra de números sobre a greve geral, que o Governo qualificou como inexpressiva.

Para 14 de janeiro está marcada a reunião da concertação social que junta patrões, sindicatos e Governo.

As criticas também chovem à direita. Carlos Carreiras do PSD deixou a liderança da Câmara de Cascais há cerca de dois meses e diz que o Governo cometeu erros.

Depois da concertação social, deverá seguir para o Parlamento e, se for como está, é chumbada.

O debate será demorado e a proposta de lei terá de sair em principio da concertação social, que vai reunir-se em plena campanha para as presidenciais.