As infraestruturas das operadoras de telecomunicações foram danificadas pela tempestade Kristin, incluindo cortes em linhas de fibra ótica que impedem os serviços telefónicos aos clientes, tanto na rede móvel como na fixa, sobretudo na região centro de Portugal continental.
"A Vodafone confirma a existência de danos em infraestruturas de comunicação das redes móvel e fixa (nomeadamente múltiplos cortes de fibra), situação agravada por cortes de energia prolongados em algumas zonas do País. Estas ocorrências têm maior incidência na zona centro (litoral e interior)", disse fonte oficial da empresa à Agência Lusa.
A mesma fonte acrescentou que foram ativados "de imediato os seus mecanismos de continuidade de operação" e há "equipas técnicas (...) a trabalhar, no terreno, na recuperação dos serviços com a maior celeridade possível".
"O MEO registou falhas de serviço em várias regiões do País, associadas também aos cortes de abastecimento de energia elétrica que afetam diretamente o serviço", confirmou também fonte oficial desta outra operadora de telecomunicações à Lusa.
À semelhança da Vodafone, o MEO "ativou, de forma preventiva, o seu plano de atuação de crise que prevê catástrofes naturais desta ordem, a fim de tentar mitigar os danos causados por esta intempérie", tendo a fonte acrescentado que a empresa está "em contacto permanente com as autoridades, os municípios e com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), garantindo apoio contínuo e coordenação na gestão das ocorrências".
Ainda segundo o MEO, "neste momento, estão delineadas as prioridades para a recuperação do serviço e as equipas de terreno irão atuar o mais rapidamente possível dadas as circunstâncias".
A passagem da depressão Kristin pelo território português provocou dois mortos e vários desalojados, com a Proteção Civil a registar mais de 2.600 ocorrências durante a madrugada e manhã desta quarta-feira.
Quedas de árvores e de estruturas foram as principais ocorrências, que afetaram sobretudo os distritos de Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Vento, chuva, neve e agitação marítima têm motivado o corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, bem como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

