País

Entrevista

Tempestade Kristin: mediadores alertam para importância dos seguros após prejuízos de milhões

A depressão Kristin causou prejuízos de milhões de euros. O porta-voz da Associação de Agentes e Corretores de Seguros diz que a resposta mais eficaz começa nos próprios cidadãos e empresas, com seguros ativos e ação imediata após os danos.

Setúbal
Loading...

A passagem da depressão Kristin por Portugal provocou cinco mortos, dezenas de desalojados e prejuízos económicos de vários milhões de euros, levando o Governo a declarar o estado de calamidade. Entre a meia-noite e as 08:00 de quinta-feira, a Proteção Civil registou 190 ocorrências, sobretudo em Coimbra e Leiria.

Perante os danos em casas, viaturas e empresas, Rui Silva, porta-voz da Associação de Agentes e Corretores de Seguros, sublinha que a prioridade é agir rapidamente.

“A primeira coisa que deve ser feita é sempre, sempre começar a recolher elementos, tirar fotografias, começar a obter listagens de tudo aquilo que foi afetado”, aconselha.

Segundo o responsável, as seguradoras estão a acelerar processos nas zonas mais afetadas, com peritos no terreno e procedimentos simplificados para sinistros de menor valor, de forma a evitar atrasos nos pagamentos.

"A partir do momento em que as empresas tenham seguro, as companhias vão pagar na totalidade todos esses danos que estão cobertos”

O impacto da declaração do estado de calamidade nos seguros é limitado. Rui Silva deixa por isso um aviso:

“Que as pessoas tenham seguro e que não fiquem à espera de um estado de calamidade”, já que o apoio do Estado tende a ser mais incerto e demorado.