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Ventura critica demora do Governo e "desaparecimento" de Marcelo

André Ventura critica a falta de liderança do governo e está indignado com o "desaparecimento" do Presidente da República. O candidato presidencial esteve na manhã desta quinta-feira em Cantanhede, no distrito de Coimbra.

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O candidato presidencial André Ventura defendeu esta quinta-feira que o Governo devia ter decretado mais cedo a situação de calamidade na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin e defendeu que nestas alturas os políticos "devem estar presentes".

O candidato a Presidente da República e líder do Chega, acusou o Governo e Marcelo Rebelo de Sousa de "um certo desaparecimento" e defendeu que "este é daqueles momentos em que os agentes políticos devem estar presentes".

André Ventura referiu também a visita que o primeiro-ministro faz às áreas mais afetadas e considerou que Luís Montenegro "já devia ter tomado essa iniciativa, assim como decretado o estado de calamidade".

Decretado estado de calamidade

O Governo decidiu em Conselho de Ministros decretar a situação de calamidade "nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", divulgou o gabinete do primeiro-ministro, que visita os distritos de Leiria e Coimbra.

Assinalando que há "dezenas de empresas que ficaram afetadas por aquilo que aconteceu, algumas delas com centenas de trabalhadores, e que perderam tudo", defendeu que o "Governo tem que facilitar o acesso dessas empresas, dessas pessoas, dessas entidades, a apoios. Isso acontece permitindo que o estado de calamidade seja decretado".

Ventura considerou que também "não é aceitável" haver zonas do país sem comunicações há várias horas, apontou falhas ao SIRESP, e criticou a falta de alternativas para garantir eletricidade, como geradores.

"Eu espero que todos os organismos do Estado sejam envolvidos nisto, desde as forças de proteção civil, que já estão a ser envolvidas, às forças municipais, inclusive as forças armadas, se necessário, para participarem neste esforço coletivo de apoio", apelou.

O candidato falava aos jornalistas à chegada à primeira ação de campanha do dia, a visita à Taipina Export, uma empresa de comercialização de frutas em Cantanhede, distrito de Coimbra.

À tarde, também Ventura vai a Leiria visitar "uma das zonas afetadas pela tempestade", uma ação inserida na campanha da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 08 de fevereiro.

O candidato presidencial afirmou que "é o papel e o trabalho dos candidatos presidenciais, do Governo, mostrar ao país liderança e mostrar ao país proximidade em relação àquilo que aconteceu".

Questionado se essa iniciativa de campanha pode ser lida como aproveitamento político, o candidato contornou a questão e disse querer "estar ao lado das pessoas", e apelou também "a que todos os políticos com responsabilidade estejam e venham ao lado das pessoas".

Perante a insistência dos jornalistas, acabou por abandonar o local onde estava a falar à comunicação social, recusando responder a mais perguntas.

Com LUSA