A população da Marinha Grande também viveu momentos muito difíceis. Há famílias totalmente isoladas em zonas de mato, devido à queda de troncos nas estradas de acesso, o que impede a circulação de viaturas e até a passagem a pé, dada a distância às aldeias mais próximas.
“É rezar para que os bombeiros consigam chegar a toda a gente. Imagino que haja situações piores do que a nossa. No nosso caso, a casa não foi muito afetada: ficaram algumas telhas partidas, mas se algum pinheiro tivesse caído em cima da casa, teria ficado em péssimo estado. Não sei como teria sido. É uma tristeza. Não conseguimos fazer nada contra a natureza”, afirma Mónica, filha de um dos casais afetados pela tempestade.
A casa de Elsa, que vive na mesma zona, não foi atingida pela tempestade, mas o mesmo não se pode dizer do café no centro da Marinha Grande: “Está tudo partido. Não há luz, não há nada. Não se pode trabalhar. Tenho muitas coisas guardadas nos congeladores… são muitos prejuízos."
A passagem da depressão Kristin deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e dezenas de desalojados. O Conselho de Ministros, reunido esta quinta-feira, informou que o Governo decidiu decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
O Município da Marinha Grande acionou, esta quarta-feira, o Plano Municipal de Emergência na sequência da passagem da depressão Kristin,
