No dia seguinte à tempestade, avaliam-se os estragos. Fernando Pascoal tem uma empresa de fabrico de escadas. O temporal da madrugada de quarta-feira atingiu a serralharia, destruiu os expositores e provocou danos na habitação, que fica na mesma rua.
Os prejuízos ainda são impossíveis de contabilizar. Por agora, é tempo de retirar as máquinas e limpar os destroços, numa altura em que ainda não há previsões para o regresso da eletricidade, da água e das comunicações.
Enquanto alguns pensam no regresso ao trabalho, para outros os prejuízos são tantos que não há forças para continuar. O senhor Fausto tinha uma plantação de framboesas, que era o ganha-pão da família há mais de dez anos, e ficou completamente destruída.
Em Pataias, o temporal varreu um parque de campismo. Pelo menos uma pessoa ficou ferida quando a força do vento fez virar a caravana onde passava a noite. O mesmo aconteceu com muitas das autocaravanas estacionadas no parque.
Árvores tombadas, destroços e pertences espalhados por todo o complexo. Várias casas pré-fabricadas ficaram sem cobertura, algumas delas de primeira habitação. Em São Martinho do Porto, os estragos estão por todo o lado, sobretudo na zona junto à costa, com vários estabelecimentos comerciais destruídos.
